quarta-feira, 22 de junho de 2011

Resposta à classificação de ativistas políticos como terroristas pelo FBI

http://blog.movimentozeitgeist.com.br/2011/06/17/resposta-a-classificacao-de-ativistas-politicos-como-terroristas-pelo-fbi/

Como é de conhecimento de muitos estudantes de história, Galileu
Galilei, o famoso matemático e astrônomo, hoje conhecido por muitos
como “o pai da ciência moderna”, foi forçado pela Igreja Católica no
século 17, sob ameaça de tortura, a renegar a sua opinião “herética”
de que a Terra girava em torno do sol e não vice-versa. Esta ideia
cientificamente válida anulou um dogma religioso de longa data e, por
isso, desafiou a integridade da Igreja em si.

Em uma carta de 1634, René Descartes, um dos mais notáveis pensadores
e filósofos, disse:

   “Sem dúvida, você sabe que Galileu foi recentemente censurado
pelos Inquisidores da Fé, e que a suas opiniões sobre o movimento da
terra foram condenadas como heréticas. Devo-lhes dizer que todas as
coisas que expliquei no meu tratado, que inclui a doutrina do
movimento da terra, eram tão interdependentes que é suficiente para
descobrir que um deles é falso para saber que todos os argumentos que
eu estava usando são insalubres. Embora eu tenha achado que eles eram
baseados em provas muito certas e evidentes, eu não desejaria por nada
no mundo, mantê-los contra a autoridade da igreja… Eu desejo viver em
paz e continuar a vida que eu comecei sob o lema de que para viver bem
é preciso viver invisível”.

Se voltarmos um pouco e refletirmos sobre os desafios enfrentados por
essa pequena, progressiva e científica comunidade durante o século 17
europeu e comparar o medo e os padrões de repressão vindos da
ortodoxia estabelecida daqueles dias até os dias modernos, encontramos
apenas uma pequena variação. A revelação de Descartes e sua retirada
da exposição expressa pelo lema: para viver bem é preciso viver
invisível é uma disposição desanimadora que diz tudo e, infelizmente,
permanece hoje em todo o mundo. O uso do medo, da intimidação e outras
variações de opressão testadas ao longo do tempo continuam a persistir
enquanto as instituições dominantes da nossa sociedade trabalham para
proteger suas ordens estabelecidas, independente de sua validade. E
mais, a cultura geral em si, que, invariavelmente, tende a apoiar as
crenças aceitas colocadas por aqueles que definem o “poder” de um
período, também tende a condenar aqueles que optam por constituir um
desafio, uma vez que se torna uma ameaça para a amplamente aceita
identidade em si.

O resultado é que muitos simplesmente não estão dispostos a arriscar
suas vidas, ocupações e reputações para desafiar a ortodoxia da época.

No final de Maio de 2011 reportagens detalharam como o FBI tem
perseguido ativamente “Ativistas Políticos” sob o pretexto de
“Terrorismo”.
http://rt.com/usa/news/fbi-political-activists-terrorists/
Assim como pessoas como John Lennon e Martin Luther King Jr. foram
vigiados e perseguidos pelo FBI por seu ativismo décadas atrás, parece
que os modernos e famosos recursos “antiterrorismo” estão sendo usados
para atingir os ambientalistas, ativistas da paz, de animais e
políticos.

Assim como as acusações de “comunismo” contra pessoas como MLK Jr. em
meados do século 20, esse novo e mais generalizado dispositivo chamado
de “Terrorismo” do século 21 não é uma ferramenta menos “herética” e
acusatória do que aquela que foi usada pela Inquisição séculos atrás,
para manter o sistema social político-religioso.

Assim, podemos simpatizar com a noção de Descartes, visto que mover-se
contra o Zeitgeist é posicionar-se contra todas as probabilidades,
independentemente do quão empírica, necessária ou óbvia seja a verdade
que desejamos transmitir e agir de acordo.

Infelizmente, a posição de Descartes é inaceitável no mundo moderno.
Os riscos que agora existem na nossa ordem atual estão começando a
superar em muito os riscos pessoais temporais gerados pelo ato da
objeção ativista em si.

Não é mais uma questão de precisão dos dados, “direitos” e
“liberdades”. Hoje nossa estabilidade enquanto civilização está em
cheque e, se deixada livre, será uma ameaça a todos nós,
independentemente da nossa posição na hierarquia feudal moderna.

Então, podemos assistir sentados e confusos enquanto o desemprego
global aumenta devido ao desemprego tecnológico e a instabilidade
regional resultante continua crescendo. Podemos olhar estaticamente
para o colapso sistemático da dívida da economia mundial, país por
país, como um dominó, enquanto instituições bancárias globais
autonomeadas que derivam o dinheiro do nada impõem medidas de
austeridade contra os pobres e a classe média de cada país para ajudar
a manter os ricos, promovendo a divisão de renda.

Nós podemos cruzar os dedos enquanto o que temos chamado de
“democracia” inexplicavelmente se transforma numa plutocracia global e
a economia mundial torna-se medida pela quantidade de dinheiro que os
ricos movimentam entre si. Nós podemos nos distrair com os nossos
pequenos “gadgets” enquanto as florestas tropicais – consideradas por
muitos como os “pulmões” do planeta – são destruídas em taxas cada vez
mais rápidas, reduzindo a nossa capacidade de absorver o CO2 crescente
na atmosfera. Podemos manter a TV ligada enquanto a água potável e a
escassez de alimentos que atualmente afetam mais de 1 bilhão de
pessoas continuam a crescer para 2 bilhões… 3 bilhões. Podemos
verificar os tabloides na banca de jornais da mercearia enquanto a
maior base da civilização industrial, a economia de hidrocarbonetos,
está a um passo da crise de escassez, com praticamente nenhuma
iniciativa ativa tomada para mudar o curso.

Nós podemos continuar fingindo que nossos “líderes” são tudo menos
“des-líderes”, postos em movimento pelos interesses monetários
comerciais que seguem as regras do mercado livre com toda a legislação
e funções indo ao maior lance, de um jeito ou outro… e nós podemos
ficar entretidos enquanto a corrida de armamento global ganha
velocidade enquanto cada país chega a um acordo com a realidade real
que as guerras por recursos estão presentes de maneira diferente de
qualquer outro período da história.

Isto é o que separa o nosso mundo daquele que Descartes se escondeu.

O fato é que as táticas de medo da Ortodoxia – neste contexto, o FBI
ou qualquer outra dessas “Agências de Inteligência” – já não são
dignas de preocupação viável ou mesmo reconhecimento. Em nenhum
momento na história, uma verdadeira mudança social aconteceu de uma
maneira que não foi oposta com hostilidade pelas ordens dominantes da
época. Se você escolher o medo, o medo existe e essas pequenas
listas/táticas realizadas pelo Grupo de Inteligência/agências
policiais têm o mérito. Se você escolher o amor, orgulho e
autorespeito, então as acusações, listas ou ameaças jamais poderão
pará-lo. O truque agora é em número e se pudermos ganhar massa crítica
e substituir as técnicas “dividir para conquistar” utilizadas para
manter a ortodoxia no lugar, o jogo acaba.

O Movimento Zeitgeist é um grupo ativista global de sustentabilidade
trabalhando para unir o mundo para o objetivo comum da
sustentabilidade das espécies, antes que seja tarde demais. É um
movimento social, não um político, com mais de 1.100 capítulos em
quase todos os países. Noções divisionistas, como nações, governos,
raças, partidos políticos, religiões, credos ou classes são distinções
não operacionais na visão do Movimento. Em vez disso, nós reconhecemos
o mundo como um sistema e a espécie humana como uma unidade singular,
compartilhando um habitat comum. Nossa intenção geral pode ser
resumida como “a aplicação do método científico para o interesse
social.”

Para aprender mais sobre nosso trabalho, por favor visite
www.thezeitgeistmovement.com ou www.movimentozeitgeist.com.br

-

http://www.youtube.com/watch?v=ud8Ldd9D_uE

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Consciência e Abundância

http://www.cpflcultura.com.br/site/2009/10/20/integra-consciencia-e-abundancia-paulo-roberto-da-silva/

Íntegra: Consciência e Abundância – Paulo Roberto da Silva

Publicado em:20/10/2009 às 09:46:05

Estimularemos o esclarecimento sobre uma das mais relevantes causas da
exclusão social e da destruição ambiental: a orientação que seguimos
cotidianamente para satisfazer as nossas necessidades (alimentação,
vestuário, moradia, transporte, lazer etc.). Consciente ou
inconscientemente, agimos todos os dias em conformidade com a teoria
econômica predominante (independentemente da sua abordagem:
capitalista, socialista, comunista desenvolvimento sustentável etc.)
que nos transforma em agentes quânticos de destruição da força que
sustenta a vida na Terra. Uma das principais ferramentas desa
desruição é o consumo. Existem evidências significativas de que
atingimos limites terminais e devemos agir rápida e efetivamente. Mas
como? Se é que existe um caminho, ele seguramente passa pela elevação
do nosso nível de consciência. Nesse sentido, compartilharemos
experiências relativas à busca da consciência da prosperidade.
Representa um convite à reflexão sobre o nosso momento histórico e ao
autoconhecimento. É indicado para todos que desejam contribuir para
que um outro mundo seja possível.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Movimento Zeitgeist: Resposta à Mídia; Morte de Osama bin Laden

http://blog.movimentozeitgeist.com.br/2011/05/03/movimento-zeitgeist-resposta-a-midia-morte-de-osama-bin-laden/

Artigo escrito pelo Peter Joseph, sobre a morte de Osama bin Laden.

PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA

Movimento Zeitgeist: Resposta à Mídia; Morte de Osama bin Laden

Em 1º maio de 2011, o presidente Barack Obama apareceu na televisão
norte-americana em cadeia nacional, com o anúncio espontâneo de que
Osama bin Laden, o suposto organizador dos trágicos acontecimentos de
11 de setembro de 2001, foi morto por forças militares no Paquistão.
Logo em seguida uma grande reação da mídia ocorreu em praticamente
todas as redes de televisão, no que só poderia ser descrito como a
exibição de uma celebração grotesca, reflexo de um nível de
imaturidade emocional que beira a psicose cultural. O retrato de
pessoas correndo pelas ruas de Nova York e Washington entoando slogans
jingoístas americanos, acenando suas bandeiras como membros de algum
culto, louvando a morte de outro ser humano, revela ainda outra camada
desta doença que chamamos de sociedade moderna.
Não é o foco desta resposta abordar o uso político de tal evento ou
iluminar a orquestração encenada de como a percepção pública seria
controlada pela grande mídia e pelo governo dos Estados Unidos. Este
artigo trata de expressar a irracionalidade bruta aparente e como
nossa cultura torna-se tão facilmente obcecada e carregada
emocionalmente em relação à simbologia superficial, e não com os
verdadeiros problemas de raiz, suas soluções ou considerações
racionais de circunstância.
O primeiro e mais óbvio ponto é que a morte de Osama bin Laden não
significa nada quando se trata do problema do terrorismo
internacional. Sua morte simplesmente serve como catarse para uma
cultura que tem uma fixação neurótica em vingança e retaliação. O
próprio fato de que o governo que, do ponto de vista psicológico,
sempre serviu como uma figura paterna para seus cidadãos, reforça a
idéia de que assassinar pessoas é uma solução, deveria bastar para que
a maioria de nós fizesse uma pausa e refletisse sobre a qualidade dos
valores provenientes do próprio zeitgeist.
No entanto, além das distorções emocionais e do padrão trágico e
vingativo de recompensar a continuação da divisão humana e da
violência, há uma reflexão mais prática em relação ao real problema e
a importância desse problema quanto à sua prioridade.
A morte de qualquer ser humano é de uma conseqüência imensurável na
sociedade. Nunca é apenas a morte do indivíduo. É a morte de
relacionamentos, companheirismo, apoio e da integridade dos ambientes
familiar e comunitário. As mortes desnecessárias de 3.000 pessoas em
11 de setembro de 2001 não são nem mais nem menos importantes do que
as mortes daqueles durante as guerras mundiais, através de câncer e
doenças, acidentes ou qualquer outra coisa.
Como sociedade, é seguro dizer que nós buscamos um mundo que
estrategicamente limite todas as consequências desnecessárias através
de abordagens sociais que permitam a maior segurança que nossa
engenhosidade possa criar. É neste contexto que a obsessão neurótica
com os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 tornou-se gravemente
insultante e prejudicial ao progresso. Criou-se um ambiente em que
quantidades ultrajantes de dinheiro, recursos e energia são gastos na
busca e destruição de subculturas muito pequenas de seres humanos que
apresentam diferenças ideológicas e agem sobre essas diferenças
através da violência.
Ainda assim, apenas nos Estados Unidos, a cada ano cerca de 30.000
pessoas morrem em acidentes automobilísticos, a maioria dos quais
poderiam ser evitados por mudanças estruturais muito simples. Isso são
dez “11 de setembro” a cada ano… mas ninguém parece lamentar esta
epidemia. Da mesma forma, mais de 1 milhão de americanos morrem de
doenças cardíacas e câncer por ano – cujas causas atualmente são, em
sua maioria, facilmente ligadas a influências ambientais. No entanto,
independentemente dos mais de 330 “11 de setembro” que ocorrem a cada
ano neste contexto, as alocações de orçamentos públicos para pesquisas
sobre estas doenças são apenas uma fração do dinheiro gasto em
operações “anti-terrorismo”.
Tal lista poderia aumentar indefinidamente no que diz respeito à
perversão de prioridades quando se trata do verdadeiro significado de
salvar e proteger a vida humana, e espero que muitos possam reconhecer
o grave desequilíbrio que temos em mãos, quanto aos nossos valores.
Então, voltando ao ponto de vingança e retaliação, vou concluir esta
resposta com uma citação do Dr. Martin Luther King Jr., provavelmente
a mais brilhante mente intuitiva quando se tratava de conflitos e do
poder da não-violência. Em 15 de setembro de 1963, uma igreja em
Birmingham, no Alabama, foi bombardeada, o que causou a morte de
quatro meninas que frequentavam as aulas de educação religiosa aos
domingos.
Em um discurso público, o Dr. King declarou:
“O que assassinou as quatro meninas? Olhe ao seu redor. Você vai ver
que muitas pessoas que você jamais imaginaria capazes participaram
deste ato de maldade. Portanto, esta noite todos nós precisamos sair
daqui com uma nova determinação de luta. Deus tem uma tarefa para nós.
Talvez a nossa missão seja salvar a alma dos Estados Unidos. Não
podemos salvar a alma desta nação atirando tijolos. Não podemos salvar
a alma desta nação pegando nossas munições e saindo disparando com
armas físicas. Temos que saber que temos algo muito mais poderoso.
Basta adotar a munição do amor.”
– Dr. Martin Luther King, 1963

Peter Joseph

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Robôs saem da ficção científica para a realidade

http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2011/0413.htm

Instituto de pesquisa apoiado pelo CNPq desenvolve robôs dotados de
técnicas de Inteligência Artificial

No final da década 70 quando Bill Gates disse “um dia teremos um
computador em cada escritório e em cada casa”, muitos não acreditaram
nas palavras visionárias daquele adolescente. Mas o futuro chegou
cedo, mostrando que não estamos tão longe de concretizar o que jovem
Gattes dizia, já que atualmente, o número de computadores no mundo
ultrapassa a escala de 1 bilhão de unidades e deve duplicar até 2014.
A produção de novas tecnologias vem se apresentando tão consistente e
promissora que o multimilionário dono da Microsoft, após mais de 30
anos participando dos avanços tecno-científicos, hoje faz uma previsão
tão desafiante quanto a que deu no passado, a de que num futuro não
muito distante, os robôs serão tão comuns nos lares quanto os
computadores.

Se esta previsão é factível ou não, só o tempo nos dirá, mas se
depender dos inúmeros grupos de pesquisas que trabalham diariamente
para o avanço da robótica, esta aspiração em breve deixará de ser mera
ficção. Um bom exemplo deste tipo de iniciativa foi a criação do
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados
Críticos (INCT-SEC), que atualmente desempenha papel essencial no
desenvolvimento de projetos na área da robótica inteligente.

Situado em São Carlos, São Paulo, com sede no Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), o INCT-SEC busca desenvolver
tecnologias de ponta para serem adaptadas a fim de criar sistemas
robóticos com inúmeras aplicações. Segundo o coordenador do grupo de
trabalho para o desenvolvimento de Robôs Táticos, Fernando Osório, a
equipe conta atualmente com cerca de 100 pesquisadores de diferentes
áreas e instituições do país.

“Devido a este perfil interdisciplinar, desenvolvemos pesquisas em
robótica nas diferentes frentes como, o uso de robôs para serviços de
monitoramento e vigilância, para a exploração de ambientes perigosos,
automatização no controle de veículos aéreos e terrestres, entre
outras”, afirma Osório.

Robótica

O termo robótica foi cunhado pela primeira vez pelo escritor de ficção
científica Isaac Asimov, em 1942, em seu livro “Eu, robô” (I, Robot).
Porém, a idéia de um ser artificial, realizando tarefas para o ser
humano fascina os pensadores há muito mais tempo. Foi o grande gênio
Leonardo da Vinci, o primeiro a projetar um robô humanóide
documentado. No projeto vemos um cavaleiro mecânico com corpo de
armadura medieval aparentemente capaz de fazer vários movimentos
similares aos humanos, como sentar-se, mover os braços, pescoço e
maxilar.

Ninguém sabe ao certo se o italiano chegou a construir o robô em sua
época, mas como tantos inventos humanos, os robôs hoje começam a sair
do reino da ficção para alcançar a realidade. Segundo Osório, nestas
últimas décadas a área da robótica avançou muito, principalmente em
função dos novos recursos de hardware e software desenvolvidos.
Modelo baseado no projeto do robô
de Leonardo da Vinci com mecanismos internos.

“Em termos de hardware, os computadores e dispositivos embarcados vêm
sendo constantemente modernizados, tendo assim maior capacidade de
processamento, consumindo menos energia e tendo muito mais autonomia.
Além disto, novos dispositivos, mais baratos e poderosos tem surgido
no mercado, como por exemplo, sensores infra-vermelho, laser, bússola
eletrônica, GPS, acelerômetros, câmeras de vídeo, e toda uma série de
novos dispositivos avançados que vem permitindo a criação de robôs
cada vez mais sofisticados”, pontua o pesquisador.

Inteligência Artificial


 Apesar dos robôs já estarem muito presentes na indústria,
principalmente automobilistica, o atual desafio do campo da robótica é
o de desenvolver sistemas de controle mais inteligentes, no sentido de
criar robôs capazes de executar tarefas mais complexas e de atuarem de
modo cada vez mais autonômo.

“Nossa sociedade já vem utilizando robôs em diversos setores, mas
estes possuem digamos ‘pouca inteligência’, como é o caso dos robôs
industriais, de transporte de cargas, os tele operados para desmonte
de explosivos, etc. A tecnologia utilizada nesses robôs é o primeiro
passo em direção a projetos mais complexos e robustos. E é nisso em
que estamos trabalhando, no desenvolvimento de robôs dotados de
técnicas de Inteligência Artificial, que em vez de só repetirem uma
seqüência de operações pré-definidas, passem a executar missões e
tarefas de modo mais autônomo, sem um constante monitoramento e
intervenção humana”, afirma Osório.

O especialista afirma que os robôs autônomos demandam o
desenvolvimento de tecnologias sofisticadas, pois precisam de um
computador embarcado que será o "cérebro" responsável pelo controle.
Para os robôs se deslocarem, interagirem com as pessoas e com os
elementos do ambiente onde estão inseridos é preciso que o computador
adquira os dados dos sensores, processe estas informações, planeje e
tome decisões e então envie comandos para os motores que controlam o
movimento e a trajetória a fim de executar uma determinada tarefa. “E
é ai que entra nosso trabalho, o de buscar tecnologias que dotem os
robôs de sensibilidade espacial, visão computacional, identificação de
objetos e repostas a sons, reconhecimento de padrões, sistemas
inteligentes de apoio à decisão, entre outros tantos desafios”,
declara.

Robôs ajudantes

O Instituto vem obtendo grandes resultados, principalmente em relação
aos robôs táticos de monitoramento e segurança, que têm a missão de
patrulhar ambientes fechados, como prédios, casas, depósitos e
instalações industriais, buscando detectar situações anormais. A
equipe desenvolveu um sistema de visão baseado na leitura de imagens
térmicas. Segundo ele, uma câmera especial é capaz de ler a
temperatura dos elementos do ambiente, e assim, detectar a emissão de
calor, seja ele emitido por pessoas ou por objetos, como focos de
calor ou mesmo princípios de incêndio.

“As imagens são adquiridas por uma câmera conectada a um computador,
que é montado sobre o robô. Este computador trata automaticamente as
informações e identifica os elementos presentes na cena, podendo
emitir automaticamente um alerta de intrusão ou de incêndio. Esta
câmera montada sobre um robô móvel, permite o deslocamento e inspeção
do ambiente. O robô inclusive pode enxergar no escuro com este sensor
de calor”, declara. O grupo vem trabalhando também com outros sensores
especiais que permitem ao robô "enxergar" o ambiente por onde está
passando, com sensores laser e câmeras de visão 3D.

Os robôs de monitoramento do Instituto podem ser controlados a
distância, ou seja, tele-operados remotamente. A equipe já conseguiu
controlar um robô localizado em São Carlos a partir de uma estação na
PUC-RS em Porto Alegre. Além disto, os robôs possuem um sistema de
controle autônomo, que permite que eles fiquem patrulhando o ambiente
sem a intervenção humana, e só parem quando encontram uma situação
anômala, podendo enviar um alerta pela Internet sem fio.

Os robôs inteligentes são dotados de um sistema monitor que impede que
executem operações perigosas. “Os sensores do robô permitem
identificar a presença de obstáculos e elementos do ambiente que
possam estar em rota de colisão, e assim tomar ações para evitá-las.
Portanto, apesar do operador enviar comandos, o robô irá "filtrar"
estes comandos de modo a executar apenas ações seguras”, afirma.

 Desafios

Atualmente o Instituto projeta robôs que se deslocam apenas em
ambientes planos e fechados, porém trabalhos já estão em andamento, no
sentido de aplicar novas tecnologias que façam os robôs executarem
tarefas mais complexas como subir escadas, abrir e fechar portas, usar
elevadores, assim como se auto-conectar para reabastecer. “O uso de um
esquadrão multi-robótico visa, entre outras coisas, suprir estas
deficiências, pois poderemos ter robôs espalhados no ambiente - em
diferentes andares - e robôs se revezando no serviço à medida que
algum robô esgote a carga de sua bateria”, diz.

O professor ressalta ainda a necessidade de impulsionar de forma mais
plena a área da robótica, pois o Brasil atualmente não tem uma
projeção impactante no cenário mundial. “Precisamos dominar estas
novas tecnologias para que possamos passar de meros espectadores a
atores no cenário internacional da robótica. Creio que é uma questão
estratégica, de grande relevância econômica, e com fortes impactos
sociais”, finaliza Osório.

 IV Olimpíada Brasileira de Robótica edição 2011

A robótica é uma área fascinante e atualmente existem diversas
iniciativas para estimular os jovens a ter um maior contato com a
área. A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é um bom exemplo.
Apoiada pelo CNPq, esta olimpíada busca animar os jovens a seguir
carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos, e
promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem
brasileiro.  A olimpíada destina-se a todos os alunos de qualquer
escola pública ou privada do ensino fundamental, médio ou técnico em
todo o território nacional, e é uma iniciativa pública, gratuita e sem
fins lucrativos. As inscrições já estão abertas. Para participar da IV
Olimpíada Brasileira de Robótica, edição 2011 acesse:

http://www.obr.org.br/

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Assessoria de Comunicação Social do CNPq
comunicacao@cnpq.br
(61) 3211-9414

domingo, 24 de abril de 2011

As Marcas da Humanidade

http://www.documentarios.org/video/detalhar/1537/as_marcas_da_humanidade/

As Marcas da Humanidade

45 min. / Dublado em Português / National Geographic Channel

Detalhes do Documentário

Duração: 45 min.
Idioma: Dublado em Português
Qualidade: Ótimo
Produzido: National Geographic Channel
Ao longo da vida, uma pessoa consumirá em média 8.868 litros de leite; tomará 7.163 banhos, utilizando quase um milhão de litros de água; e terá 104.390 sonhos. Ela também produzirá 40 tonelas de lixo, tomará 74.802 xícaras de chá e 30 mil comprimidos, caminhará 24.887 quilômetros e irá dirigir por 728.489 quilômetros – uma distância suficiente para ir até a Lua e voltar. Além disso, serão necessárias 24 árvores para produzir todos os livros e jornais que ela irá ler. Neste programa, o Nat Geo destaca tudo o que um ser humano consome ao longo da vida, desde o lixo que produz até as lágrimas que irá derramar. "As Marcas da Humanidade" examina o consumo do homem desde o seu nascimento até a velhice e ilustra o impacto que cada pessoa exerce sobre os demais e sobre o próprio planeta. O programa traz uma representação singular sobre o rastro que cada ser humano deixa na Terra.
Consumo médio de alimentos por uma pessoa ao longo da vida:

9.064 litros de leite.
4 cabeças de gado, 21 cordeiros e 15 porcos.
1.200 frangos e 13.345 ovos.
4.283 pães, ou cerca de 55 pães por ano.
5.272 maças
Aproximadamente 8,2 quilos de chocolate, um pouco mais de 10.000 barras.
5.882 litros de cerveja.


Uso de materiais e dejetos

Nos primeiros dois anos e meio de vida, uma pessoa geralmente utiliza fraldas. E neste período, elas chegam a ser trocadas 3.800 vezes. Bilhões de fraldas vão parar no lixo anualmente. Na Grã-Bretanha, este é o artigo mais abundante nos lixões. O plástico das fraldas precisa de até 500 anos para se decompor.


Em média, uma criança de 2 anos que vive em um país industrializado é responsável por uma emissão de dióxido de carbono maior do que a de uma pessoa na Tanzânia ao longo de toda a sua vida.


Ao longo da vida, uma pessoa joga no lixo cerca de 8,5 toneladas de embalagens. E isto só de produtos alimentícios.


Quando chega aos 78 anos e meio, uma pessoa utilizou em média 4.239 rolos de papel higiênico e produziu 2.865 quilos de fezes, um pouco menos de três toneladas.


Em média, uma pessoa se banha 7.163 vezes durante a vida, utilizando quase um milhão de litros de água.


Ao longo da vida, uma pessoa utiliza em média 656 sabonetes, 272 desodorantes, 276 tubos de pasta de dente, 411 produtos para a pele e 35 potes de gel para cabelos.


Durante a vida, uma pessoa usa em média 198 frascos de xampu e lava o cabelo 11.500 vezes.


Média de atividades extras de uma pessoa

Assiste 148 minutos de TV por dia ou 900 horas por ano. Ao longo da vida isto equivale a 2.944 dias, ou 8 anos.
Lê 533 livros e 2.455 jornais durante a vida.
Pronuncia 4.300 palavras por dia, ou seja, aproximadamente 123.205.740 palavras ao longo da vida.
Caminha 317 quilômetros por ano.
Dirige 9.279 quilômetros por ano, um total de 728.489 quilômetros ao longo da vida. Isto equivale a uma viagem de ida e e volta à Lua.
A partir dos 60 anos, uma pessoa irá ao médico cerca de 35 vezes por ano.
Em média, uma pessoa consome 30 mil comprimidos durante toda a vida.

Saúde e Corpo

O ser humano vive em média 2.475.576.000 segundos.
Ao longo da vida, uma pessoa piscará cerca de 415 milhões de vezes.
Seja por sofrimento, dor ou pesar, uma pessoa derramará em média 61,5 litros de lágrimas durante toda a vida.
Em média, uma pessoa terá 10 parceiros sexuais e fará sexo 4.239 vezes ao longo da vida.





sábado, 23 de abril de 2011

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS A CHIMPANZÉ DE ZOO DO RIO

G1, 19-04-2011

JUSTIÇA NÃO CONCEDE HABEAS CORPUS A CHIMPANZÉ MORADOR DE ZOO NO RJ

O Tribunal de Justiça do Rio não concedeu habeas corpus ao chimpanzé Jimmy, uma das principais atrações do Zoológico de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

A ação que pedia a liberdade do chimpanzé foi proposta por 30 entidades
protetoras dos animais, pessoas físicas e Organizações Não Governamentais
(ONGs). O grupo pedia a transferência do chimpanzé para um santuário de primatas no estado de São Paulo, sob a alegação de que Jimmy precisava de espaço e da companhia de sua espécie.

A decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio foi divulgada
nesta terça-feira (19). De acordo com a assessoria do TJ-RJ, a decisão cabe
recurso nos tribunais superiores.

Segundo as entidades que pediram o HC, o animal estaria vivendo isolado há anos em uma pequena jaula no zoológico. Jimmy é conhecido por gostar de pintar telas de arte. Os trabalhos produzidos pelo animal já foram expostos em Niterói.

Lei apenas para os homens

O relator do processo, desembargador José Muiños Piñeiro Filho, argumentou que a lei determina que o habeas corpus somente é cabível para seres humanos, não tendo validade para animais.

A assessoria de imprensa do TJ-RJ informou que durante o julgamento, o
desembargador contou que pesquisou muito sobre o assunto e que, apesar de
estudos concluírem que o chimpanzé é o parente mais próximo do homem, com 99,4% do DNA idênticos ao do ser humano, o mesmo não pode ser considerado como pessoa.

Ainda de acordo com o TJ, a Fundação Jardim Zoológico de Niterói (Zoonit) alegou que Jimmy é muito bem tratado e que está em uma jaula que atende plenamente as suas necessidades.

Os desembargadores também decidiram encaminhar, como direito de petição, os
autos do processo para conhecimento da chefia do Poder Executivo de Niterói, das chefias dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, do Ibama e das Comissões do Meio Ambiente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e da Assembléia Legislativa do Rio.

Exposição das artes de Jimmy

Em dezembro, os trabalhos do chimpanzé Jimmy, foram expostos na Galeria 52, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Foram 14 peças produzidas com suas próprias patas. Na ocasião, o coordenador de projetos do Zoonit, Roched Seba, disse que esta foi a primeira exposição de obras feitas por um chimpanzé no país.de direito. [i]

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/justica-nao-concede-habeas-co\
rpus-chimpanze-morador-de-zoo-no-rj.html

Projetos de código aberto para a civilização

http://www.ted.com/talks/lang/por_br/marcin_jakubowski.html

Marcin Jakubowski: Projetos de código aberto para a civilização

Usando wikis e ferramentas digitais de fabricação, o TED Fellow Marcin
Jakubowski está criando projetos de código aberto para 50 máquinas
agrícolas, permitindo que qualquer pessoa construa do zero seu próprio
trator ou ceifadeira. E este é só o primeiro passo em um projeto que
pretende escrever um conjunto de instruções para uma vila totalmente
auto-sustentável (custo inicial: $10.000).

Marcin Jakubowski is open-sourcing a set of blueprints for 50 farming
tools that can be built cheaply from scratch. Call it a "civilization
starter kit."

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Hardware Livre
http://hardwarelivre.com.br/

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Open Source Ecology
http://vimeo.com/user2016419